
por Jefferson Ferreira
Insônia, má digestão, irritabilidade excessiva, mudanças bruscas de humor, entre vários outros sintomas estão relacionados ao estresse físico e mental. O estresse é a porta de entrada para diversas doenças e aprender a controlá-lo é investir em saúde em seu sentido mais profundo e pleno: saúde como qualidade de vida, além da mera ausência de doenças. Isso ocorre pois, para aprender a controlar de fato os níveis de estresse é indispensável uma mudança no estilo de vida, em hábitos tão arraigados como o que se come, sedentarismo x atividade física regular, e principalmente, a forma como se encara os fatos da vida e o próprio trabalho. Aliás, o estresse do trabalho, também conhecido como burn-out (expressão em inglês que significa “algo que se consome”), tem sido cada vez mais reconhecido como um problema crescente de saúde pública. Questões como a exacerbação da competitividade do mercado, a especialização cada vez maior de tarefas, muitas vezes levando a pessoa a perder a noção do todo e sentir-se trabalhando “no vazio”, sem sentido, etc, são fatores que têm elevado a níveis alarmantes o burn-out . Frente a tudo isso, o leitor pode se perguntar: mas como enfrentar a questão do estresse, quais são as ferramentas que dispomos? Primeiramente procure ajuda profissional. E uma das ferramentas mais eficazes no controle dos níveis de estresse vem do milenar yoga: a meditação. A idéia é simples: “meditar é serenar a mente inquieta”, diz Patãnjali, codificador desse técnica que busca o equilíbrio do corpo e da mente. Quando se serena a mente, os níveis de adrenalina e outros hormônios estressantes diminuem na corrente sangüínea, o que produz uma série de efeitos benéficos para o organismo, entre eles, fortalece o sistema imune. Outro benefício que se destaca é o grau de relaxamento muscular que se atinge durante a meditação, que é cerca de 6 vezes maior que durante o sono. A prática regular de meditação também se mostrou eficaz no controle das pequenas neuroses do dia a dia, da insônia e até mesmo dos níveis de colesterol ruim. Além disso, a meditação ajuda no cultivo da paz interior e do auto-conhecimento tão necessários para o equilíbrio integral do ser. O termo meditação na cultura ocidental significa pensar mais detidamente em um assunto, mas a meditação yogui, ao contrário, propõe um estado de não raciocínio, de uma contemplação serena da própria mente sem se apegar a nada, nenhuma idéia ou sensação. Também pode-se meditar sobre algo exterior, como um pôr-do-Sol, ou meditar caminhando – prática muito comum no oriente. Existem muitas formas (técnicas) para se chegar ao estado contemplativo/meditativo, uma das mais simples é essa: sente-se confortavelmente com a coluna ereta, feche os olhos e observe por alguns minutos sua própria respiração, sem julgamentos, apenas uma observação pura e sem tensão. Quando perceber que sua mente está mais tranqüila, simplesmente contemple essa tranqüilidade, sem apegos ou tensão. Ou, abra suavemente os olhos e contemple uma bela paisagem, jardim, horizonte... Há nas boas livrarias uma vasta literatura sobre meditação que vale ser conferida. No mais, nas culturas orientais a meditação é a base para qualquer mudança interior efetiva, no sentido de uma vida mais equilibrada, criativa e construtiva.
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